Agronegócio

UPorto desenvolve projeto científico para valorizar líquenes do Norte


A Universidade do Porto (UPorto) está desenvolver no interior Norte do país um projeto científico que pretende valorizar os líquenes dos carvalhais como recurso endógeno para área como a perfumaria, tinturaria, e gastronomia.

Em declarações à agência Lusa, a investigadora e coordenadora do projeto “Líquenes à moda do Norte”, Joana Marques, disse que o foco da investigação são os líquenes, fungos aparentados com os cogumelos, que ainda são pouco conhecidos e explorados do ponto de vista de recurso natural e podem ser utilizados em áreas como perfumaria, tinturaria, gastronomia ou reparação de ecossistemas após incêndios florestais.

“Pretendemos estudar para depois utilizar os líquenes como recurso endógeno desta região, onde estes fungos existem em quantidade e não estão a ser utilizados. É importante aprender a utilizá-los, testar a sua utilização e perceber qual a capacidade que este recurso tem igualmente na recuperação dos ecossistemas, após um incêndio florestal”, explicou a investigadora do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (Cibio) da Universidade do Porto

Joana Marques defendeu ainda que é necessário aprender a utilizar os líquenes e perceber qual é a sua utilização e capacidade de recuperação, após uma colheita, como bio indicador de qualidade ambiental.

A investigadora disse que os líquenes são “esponjas que absorvem à agua”, contribuem para o equilíbrio do microclima das florestas e são ricos em compostos de azoto, elemento que também enriquece os solos para a utilização agrícola.

A visão para o futuro dos investigadores envolvidos no projeto “Líquenes à moda do Norte” é que possam ter valor económico, que as comunidades locais saibam distinguir as espécies que têm valor e possam tirar algum aproveitamento.

Este projeto junta vários parceiros como a Associação BIOPOLIS, Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural, Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA), ALDEIA e VERDE – Associação para a Conservação Integrada da Natureza, o Centro Ciência Viva de Bragança, entre outros

Este projeto tem a duração de três anos e é financiado em 200 mil euros pela fundação “La Caixa”, que representa 75% do montante total da iniciativa.



AgroPortal

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