Cultura

Uso do telemóvel aumenta o risco de cancro do cérebro?


Isto é Saúde

Será que o uso do telemóvel está a fazer aumentar o número de casos de cancro do cérebro? Descubra a resposta no “Isto é Saúde”, com a Ana Peneda Moreira.

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O telemóvel tornou-se um companheiro permanente e os números são prova disso mesmo: em Portugal, existem mais telemóveis do que habitantes. Há, no entanto, uma dúvida que continua a preocupar. Poderão as radiações dos telemóveis provocar cancro no cérebro?

Quando falamos ao telemóvel, por norma, encostamos o aparelho à pele. As regras do mercado obrigam as marcas a avaliar o chamado SAR, ou seja, os efeitos das radiações nos tecidos do corpo. Essa análise é feita apenas para evitar queimaduras se o dispositivo aquecer demais.

O que a ciência tem tentado perceber é se as radiações podem ir para lá dos efeitos na pele, chegando ao ponto de conseguir modificar uma célula, que poderia levar a um tumor cerebral.

Em 2011, a Organização Mundial da Saúde classificou a radiação dos telemóveis como “possivelmente carcinogénica”. Da mesma forma foram qualificados alguns legumes em conserva, e até o café. Isto significa que dizer que um produto é possivelmente carcinogénico levanta apenas uma suspeita científica, não uma certeza.

Os especialistas ouvidos pela SIC sustentam que, apesar de usarmos cada vez mais o telemóvel, os estudos mostram que não houve um aumento de casos de cancro no cérebro. Mesmo assim, a ciência continua a estudar os efeitos da exposição prolongada às radiações.

Sabe-se, para já, que a a radiação emitida pelos telemóveis não tem energia suficiente para alterar o ADN das células. Ou seja, até hoje não existe evidência científica de que o telemóvel provoque cancro no cérebro. Isso não significa, no entanto, que o uso excessivo seja inofensivo. O impacto no sono, na atenção e na saúde mental é hoje uma preocupação crescente nos adultos e, sobretudo, nas crianças.



SIC Noticias

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