Agronegócio

UTAD promoveu debate internacional sobre Inteligência Artificial nas Ciências Agrárias


A Escola de Ciências Agrárias e Veterinárias (ECAV) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) acolheu, nos dias 5 e 6 de março, o AITRAS – International Seminar on the Utilization of Artificial Intelligence (AI) in Teaching and Research in Agricultural Sciences, um seminário internacional dedicado ao papel da Inteligência Artificial no ensino e na investigação em Ciências Agrárias.

Durante a sessão, Luís Mourão, presidente da ECAV, destacou o potencial da Inteligência Artificial (IA) para reforçar o trabalho desenvolvido nas Ciências Agrárias. “A IA pode ajudar a melhorar significativamente os resultados da atividade de docentes e técnicos da área das ciências agrárias”, afirmou, alertando, contudo, que estas ferramentas “dependem da veracidade dos dados que têm por base”, o que exige “uma utilização criteriosa e ética”.

O evento reuniu especialistas nacionais e internacionais para debater o impacto da IA na transformação dos métodos de ensino, das práticas de investigação e dos processos produtivos no setor agrário.

O AITRAS teve como objetivo promover uma reflexão aprofundada sobre os desafios, oportunidades, implicações éticas e legais da utilização da IA, bem como incentivar a integração prática destas ferramentas no ensino superior e na investigação científica aplicada às Ciências Agrárias.

O seminário contou com a participação de oradores de instituições de referência, como a Wageningen University (Países Baixos), Universitat Pompeu Fabra (Espanha), Sheffield Hallam University (Reino Unido), Ghent University (Bélgica), ISCTE, Universidade de Évora e UTAD, entre outras. Ao longo das sessões foram abordados temas que incluíram a aplicação da IA no ensino e aprendizagem até casos de estudo na produção animal, silvicultura, vitivinicultura e medicina veterinária.

Entre as intervenções, Maria José Sousa, docente e investigadora do ISCTE, apresentou exemplos da aplicação da Inteligência Artificial no setor agroalimentar. “Nos estudos de caso com produtores de vinho e de azeite verificámos que as empresas utilizam cada vez mais ferramentas de IA para otimizar a produção e analisar dados que apoiam a tomada de decisão”, afirmou.

Segundo a investigadora, estas ferramentas ajudam também a “definir estratégias de marketing e de produção, melhorar a qualidade e reforçar a presença nos mercados”.

O programa incluiu ainda uma visita técnica à Symington Family Estates, onde os participantes tiveram oportunidade de conhecer a aplicação de tecnologias e soluções inovadoras no setor vitivinícola.

 

 

O artigo foi publicado originalmente em UTAD.



AgroPortal

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