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Presidente do Chega exigiu uma resposta governativa “rápida e clara”, capaz de dar garantias de que o país não repetirá falhas registadas em crises anteriores.
O presidente do Chega, André Ventura, criticou esta sexta-feira o primeiro-ministro, acusando-o de anunciar um conjunto de “ideias vazias” sem resposta concreta ao sofrimento das populações afetadas pelas recentes catástrofes em Portugal.
Em declarações após o anúncio de Luís Montenegro, que falou ao país depois da reunião semanal do Conselho de Ministros,o líder do Chega afirmou que o chefe do Governo considerou que “as coisas não tinham corrido assim tão mal” e que o país estaria “seguro na sua resposta”, acusando ainda a oposição de fazer política “a mandar larachas para o ar”.
“Foi exatamente isso que aconteceu hoje”, afirmou o líder do Chega, sustentando que o Governo apresentou “um conjunto de metas, programas e ideias vazias”, sem ligação à realidade vivida pelas pessoas no território nacional.
Segundo André Ventura, Portugal atravessou “uma das piores devastações da sua história”, com prejuízos estimados entre cinco e seis mil milhões de euros, de acordo com uma primeira avaliação. O dirigente destacou danos significativos ao nível ambiental, empresarial, habitacional e laboral, considerando tratar-se de um impacto “que não víamos há muitas décadas”.
Perante este cenário, o presidente do Chega exigiu uma resposta governativa “rápida e clara”, capaz de dar garantias de que o país não repetirá falhas registadas em crises anteriores, como nos incêndios, no apagão ou nas recentes cheias que afetaram várias cidades nos últimos anos.
Ventura atirou ainda que o Estado tem falhado na forma como responde a emergências e que o atual Governo não apresentou, até agora, soluções concretas para evitar a repetição desses problemas.
