Cultura

Zelensky diz que os EUA estão dispostos a dar garantias de segurança à Ucrânia se o exército se retirar do Donbass


Guerra Rússia-Ucrânia

Em entrevista à Reuters, Volodymyr Zelensky revela que os Estados Unidos estão dispostos a dar garantias de segurança à Ucrânia, mas com a condição do exército ucraniano se retirar do Donbas, região oriental da Ucrânia. Zelensky rejeita recuar e afirma que não irá permitir que a guerra “termine à custa dos ucranianos”.

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Segundo Zelensky, com Washington agora mais focado na guerra no Irão, Donald Trump está a aumentar a pressão sobre a Ucrânia para acelerar o fim da guerra, que já se estende por quatro anos desde a invasão russa em 2022.

“Os americanos estão preparados para finalizar essas garantias a alto nível assim que a Ucrânia estiver pronta para se retirar do Donbas”, afirma Zelensky à Reuters.

O presidente ucraniano acrescenta ainda que a Rússia é responsável por “moldar o clima” no diálogo com os EUA em torno da ideia da Ucrânia retirar-se do Donbas, linha que Zelensky sempre mostrou ser intransponível.

As garantias de segurança, que devem impedir Putin de tentar uma nova investida quando um cessar-fogo for finalmente acordado, são um pedido consistente de Zelensky desde os primeiros meses da guerra, que considera que um acordo sem fortes garantias de segurança equivaleria a um “congelamento do conflito” e não a uma paz duradoura.

Já em 2023 e 2024, o Presidente ucraniano defendia modelos inspirados no artigo 5.º da NATO ou compromissos multilaterais vinculativos que assegurassem resposta automática em caso de nova agressão russa.

Na terça-feira, o presidente da ucraniano afirmou que o acordo de garantias de segurança ainda precisava de ser elaborado entre Kiev e Washington, depois de Zelensky já ter descrito anteriormente o documento como estando totalmente pronto.

O presidente ucraniano disse ainda acreditar que Donald Trump está realmente disposto em colocar um fim na guerra “rapidamente”.

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Porém, Zelensky lamentou que os Estados Unidos tenham escolhido colocar mais pressão no lado da Ucrânia, deixando a garantia de que o terminar “rapidamente” da guerra pode significar que o conflito acabe “à custa dos ucranianos”, situação que não agrada ao presidente ucraniano.

“Abandonar a região [Donbas] comprometeria seriamente a segurança da Ucrânia”, diz Zelensky, acrescentando que a retirada da região também seria prejudicial para a Europa, dado que entregaria à Rússia posições defensivas estratégicas.



SIC Noticias

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