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São contraditórias as informações que chegam do palco diplomático sobre a guerra. Donald Trump diz que o conflito está perto do fim e que fala em negociações ainda esta semana, mas o Irão responde que não sabe de nada. Na outra frente do conflito, Israel e o Líbano dizem que vão avançar para negociações diretas, mas ainda sem data nem local.
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Desta vez, a sugestão de que haverá novas negociações com o Irão veio do próprio Donald Trump que, em declarações a uma jornalista que estava em Islamabad, recomendou que ficasse por lá nos próximos dias. Mais tarde, era o vice-presidente a garantir que os Estados Unidos estão empenhados num acordo.
“Não vai resolver esse problema de um dia para o outro. Mas, sim, acho que as pessoas com quem estávamos a negociar queriam chegar a um acordo. E sei que o presidente dos Estados Unidos nos disse para irmos lá fora e negociar de boa-fé. Foi isso que fizemos. É isso que vamos continuar a fazer. Mas nunca se sabe”, afirmou JD Vance.
Nos próximos dias, os EUA deverão enviar milhares de soldados adicionais para o Médio Oriente, enquanto a administração Trump tenta pressionar o Irão para um acordo.
Teerão insiste que não vai aceitá-lo a qualquer preço, o mesmo argumento serviu de base à posição do Hezbollah sobre o encontro entre o Líbano e Israel em Washington, mediado por Marco Rubio.
Israel insiste no desarmamento do Hezbollah
Israel e o Líbano vão mesmo avançar para negociações diretas, no entanto ainda não há data ou local definidos. Mas o tom desta primeira ronda ficou claro: o desarmamento do Hezbollah poderá ser um dos temas mais delicados nestas negociações para um cessar-fogo, numa altura em que nem Telavive nem o grupo xiita cedem nos ataques.
Nas horas que seguiram à primeira reunião entre representantes dos governos libanês e israelita para discutir um cessar-fogo, o grupo disparou 25 foguetes contra Israel.
Em contrapartida, Israel voltou a bombardear posições do Hezbollah no sul do Líbano, onde mais de dois mil pessoas morreram e mais de um milhão foram deslocadas depois de seis semanas de confrontos entre o Hezbollah e Israel.
