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O Presidente da República, António José Seguro, lamentou a morte do músico e arquiteto José Luís Tinoco, que recordou como um artista de “personalidade discreta, amável e entusiástica” com “talento extraordinário e multidisciplinar”.
Reprodução Facebook/Luis Tinoco
“No desaparecimento de José Luís Tinoco (1932-2926), o Presidente da República não pode deixar de relembrar a sua personalidade discreta, amável e entusiástica, nem o seu talento extraordinário e multidisciplinar”, lê-se numa mensagem publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.
Segundo o chefe de Estado, António José Seguro, “neste dia triste, o Presidente da República e os portugueses não podem deixar de o recordar com emoção”.
No texto, refere-se que “José Luís Tinoco transitou entre a arquitetura — a sua área de formação escolar, onde deixou uma obra reconhecida e reconhecível pelos traços originais e pelas inovações que impôs nesse segundo modernismo dos anos 50 –, o design, a pintura e a música com o mesmo talento, criatividade e entusiasmo que marcaram a sua vida”.
Dos seus trabalhos no design e artes plásticas, destaca-se “o modo como interpretou a obra de José Rodrigues Miguéis para desenhar as capas da obra completa deste grande escritor, ou como, já a partir dos anos 60, e com grande entusiasmo, apresentou exposições individuais e participou em coletivas de pintura, ou desenvolveu parcerias em trabalho com escritores (como António Lobo Antunes)”.
São também destacados os seus “inúmeros trabalhos na área do design filatélico – alguns deles perpetuam de forma especial o seu génio e a história da filatelia portuguesa”.
“Mas foi na música, onde estabeleceu pontes entre o jazz (tanto em orquestras como em presenças mais intimistas, ao lado de Mário Laginha ou Bernardo Sassetti), o rock, a música ligeira e até o fado, que José Luís Tinoco é mais reconhecido pelo grande público. Escreveu letras ou compôs canções que vão permanecer na nossa memória”, acrescenta-se.
Nesta nota, são mencionadas canções escritas por José Luís Tinoco, como “Saudade” e “No teu Poema”, e considera-se que “os seus trabalhos, como a sua vida, foram o refúgio e a alma de um humanista para quem as artes estabeleciam contactos e colaborações permanentes ou invisíveis”.
