Cultura

Desigualdade estrutural em Portugal cresce e pressiona classe média


Economia

Um quarto da riqueza de todo o país está concentrada apenas em 1% da população. Um estudo internacional, revela ainda que a classe média portuguesa está cada vez mais pressionada.

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Entre 2011 e 2024, Portugal não só falhou em reduzir as desigualdades sociais como aprofundou-as ainda mais.

Uma pequena minoria da população acumula riqueza a um ritmo acelerado, enquanto milhões de pessoas continuam presas a uma realidade de escassez.

Pelo meio, uma classe média cada vez mais pressionada que sustenta grande parte do esforço fiscal e que tem pedido estabilidade de forma significativa.

Os números, revelados pelo Jornal de Notícias fazem parte de um relatório internacional do World Inequality Database, que estuda a distribuição da riqueza mundial.

Analisados pelo economista Eugénio Rosa, os últimos dados mostram que um pequeno grupo de apenas pouco mais de cem mil pessoas, o que equivale a 1% da população portuguesa, concentrava, em 2024, quase um quarto de toda a riqueza das famílias em Portugal, num montante superior a 220 mil milhões de euros.

No extremo oposto, quase 5,5 milhões e meio de pessoas, cerca de metade do país, repartiam entre si menos de 4% da totalidade da riqueza.

Numa década, os 10% mais ricos aumentaram o património em mais de 200 mil milhões de euros, enquanto metade da população mais pobre viu a riqueza crescer apenas pouco mais de 3 mil milhões.

Enquanto o topo acumulou centenas de milhares de euros nos últimos anos, a base da sociedade praticamente estagnou.

Ao Jornal de Notícias, os economistas alertam para uma classe média em Portugal cada vez mais fragilizada, com promessa vazias dos governos e com política públicas ineficazes.

Sublinham mesmo que o fosso, cada vez maior entre os mais ricos e os mais pobres, é uma das principais razões que explicam fenómenos como o ressurgimento da extrema direita.



SIC Noticias

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