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Governo diz que posição da UGT ditará o fim da fase negocial da lei laboral


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Terminaram, ao fim de nove meses, as negociações para alterar a lei laboral. O secretário-geral da UGT disse esta sexta-feira que vai convocar um secretariado nacional extraordinário para decidir se dá ou não acordo às alterações à lei laboral, enquanto as confederações empresariais afirmaram concordar com a última versão proposta.

Maria do Rosário Palma Ramalho

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“A UGT vai “marcar uma reunião extraordinária para que o secretariado [nacional] possa se debruçar sobre a versão final” da proposta de alterações à lei laboral, disse Mário Mourão, em Lisboa, após reunir-se com a ministra do Trabalho e com as quatro confederações empresariais, indicando que a reunião será “em principio” na quinta-feira.

Questionado sobre qual será a sua posição na reunião extraordinária, o secretário-geral da UGT escusou-se a adiantar.

Mário Mourão sublinhou que o Governo ficou de enviar a versão final, dado que na versão que foi entregue na reunião da Comissão Permanente de Concertação Social, que decorreu na quinta-feira, “faltavam várias matérias que já tinham sido consensualizadas”.

“Há ainda matérias sobre as quais ainda não foi possível chegar a consenso”, admitiu Mário Mourão, escusando-se, no entanto, a adiantar medidas concretas enquanto não receber a versão final do documento.

No entanto, admitiu que as últimas propostas feitas pela UGT relativamente ao banco de horas por acordo e à jornada contínua não mereceram acolhimento por parte das confederações empresariais.

O Governo diz que a posição da UGT ditará o fim da fase negocial. Se não houver acordo, o Parlamento vai receber uma versão intermédia do que foi negociado. A ministra do Trabalho promete aguardar serenamente pela decisão da UGT.

Com LUSA



SIC Noticias

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