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O ministro da Administração Interna, Luís Neves, prometeu este sábado que o Governo vai encontrar, nos próximos dias, uma solução para resolver as dívidas do INEM aos bombeiros e afiançou que o socorro não vai faltar.
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O ministro garante que “não há rutura” entre a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
“Quero dizer uma palavra de grande conforto aos portugueses, que não vai deixar de haver socorro e o Governo, nos próximos dias, encontrará uma solução para resolver a questão colocada pela Liga dos Bombeiros Portugueses”, garantiu.
Luís Neves falava aos jornalistas sobre a decisão aprovada por unanimidade pelo Conselho Nacional da LBP de rescindir o acordo de cooperação assinado, em 2025, com o INEM para a prestação de socorro pré-hospitalar.
Esta decisão foi anunciada pelo presidente da LBP, António Nunes, que precisou que o valor em dívida às corporações de bombeiros é de “cerca de 20 milhões de euros”.
INEM admite dívidas aos bombeiros e pede “reforço orçamental”
“O INEM reconhece a existência de valores em regularização no âmbito da execução do acordo com os seus parceiros, situação que decorre da necessidade de reforço orçamental do Instituto, o que será resolvido por via da revisão orgânica em curso”, confirmou o organismo num esclarecimento enviado à Lusa.
Na nota, o INEM não confirma o montante referido pela LBP, mas assegura “que os pagamentos estão fechados até janeiro deste ano” e que, em relação a fevereiro, uma componente está paga e a outra “em processamento na próxima semana”.
“Quanto ao acordo para 2026, embora se tenha chegado a um entendimento, não é possível aplicá-lo de imediato, no atual quadro de financiamento, sob pena de agravar a situação para todos os parceiros”, acrescenta o INEM.
“O INEM mantém a disponibilidade de diálogo com a LBP, com vista a ultrapassar a situação e assegurar a continuidade da resposta de emergência médica pré-hospitalar, no seio dos bombeiros, como até agora tem sido prestado à população.”
O protocolo em causa foi celebrado em fevereiro de 2025 e, entre outros aspetos, implicou um aumento em dois mil euros por mês, de 6.690 para 8.690 euros, do subsídio pago às corporações de bombeiros.
