O fim das portagens nas antigas SCUT levou a um aumento significativo do tráfego nas autoestradas portuguesas. A A13, no centro do país, foi a via que registou o maior crescimento desde 2024.

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Logo no primeiro dia do ano, a 1 de janeiro de 2025, apesar de ser feriado, já havia sinais da tendência que se veio a confirmar ao longo dos meses. Pela manhã, uma autoestrada que antes tinha pouco movimento passou a registar muitas viaturas a circular em ambos os sentidos.
Os dados a que o jornal Público teve acesso confirmam essa evolução: a A13 lidera o crescimento, com uma subida de 57,5%.
Em segundo lugar surge a A13-1, variante que liga ao troço do Pinhal Interior e à autoestrada do Norte, com um aumento de 45% face ao ano anterior.
Seguem-se outras vias que já tinham níveis elevados de circulação e que, ainda assim, registaram subidas entre os 20% e os 30%, como a A22, no Algarve, a A28, em Viana do Castelo, e a A23.
Já na A4, o túnel do Marão foi o troço com menor crescimento, ligeiramente abaixo dos 7%.
No total, o tráfego médio diário anual em todas as autoestradas portuguesas aumentou 6,76% entre 2024 e 2025. Em média, circularam 24.229 veículos por dia, face aos 22.695 do ano anterior.
O fim das portagens nas antigas SCUT entrou em vigor em 2025, 14 anos depois de terem sido introduzidas. A medida foi proposta pelo PS, que estimava um custo anual de 157 milhões de euros. No entanto, o Orçamento do Estado para 2025 apontava para uma perda de receita de 180 milhões.
Com o fim das portagens, os custos destas vias passaram a ser suportados pelos contribuintes. A maioria dos troços abrangidos situa-se no interior do país, com exceção da A28, em Viana do Castelo, e da A22, no Algarve.
