As autoridades iranianas executaram, nesta quinta-feira, um homem condenado por alegadamente ter ligações à Mossad, os serviços de informações israelitas, e à Organização dos ‘Mujahedin’ do Povo do Irão (PMOI), que Teerão considera um grupo terrorista.
O homem, identificado como Sultanali Shirzadi Fajr, foi enforcado depois de ter sido condenado por “pertencer a um grupo terrorista”, referindo-se ao PMOI, e por “colaboração com os serviços de informações do regime sionista [Israel]”, uma sentença confirmada pelo Supremo Tribunal iraniano.
De acordo com os relatos da emissora estatal iraniana IRIB, Fajr “era membro de longa data do grupo terrorista PMOI e mantinha uma ampla cooperação com o grupo em diversas áreas”, antes de referir que o condenado “confessou ter participado” em “operações terroristas” contra o Irão.
O PMOI foi fundado em 1965 e participou ativamente na deposição do Xá Reza Pahlavi. Com um discurso islamista misturado com uma adaptação da ideologia marxista, lutou ao lado do regime de Saddam Hussein no Iraque durante a Guerra Irão-Iraque (1980-1988), após denunciar as ações da hierarquia religiosa estabelecida depois da Revolução Islâmica de 1979, o que levou as autoridades iranianas intensificarem a repressão contra os seus membros.
Nas últimas semanas, as autoridades iranianas executaram várias pessoas condenadas por alegadas ligações à Mossad ou por participação em ataques ao país.
O chefe do poder judicial iraniano, Golamhossein Mohseni Ejei, reiterou na semana passada que “aqueles que cooperaram com o inimigo devem enfrentar medidas decisivas”.
Ejei tem pedido reiteradamente penas severas contra os acusados de espionagem e de apoio aos Estados Unidos e a Israel durante a ofensiva conjunta destes dois países contra o Irão, iniciada em 28 de fevereiro.
Um cessar-fogo de duas semanas, acordado em 08 de abril e prolongado na terça-feira pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, está atualmente em vigor.
