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A AirFrance e a Lufthansa deverão disputar a compra da TAP. A Bloomberg adiantou, na quarta-feira, que a Parpública, empresa que gere as participações do Estado, aceitou as propostas não vinculativas dos dois grupos.
Armando Franca/AP Photo
A Parpública recomenda agora ao Governo que convide as empresas a participarem na próxima fase do processo. Ou seja, terão de apresentar propostas vinculativas.
A Bloomberg refere ainda que o convite formal para a fase de entrega das propostas vinculativas poderá acontecer já esta quinta‑feira, em Conselho de Ministros.
A IAG, grupo da Iberia e da British Airways, também tinha entrado na corrida pela compra da TAP. Mas acabou por desistir no início deste mês, justificando a decisão com a prioridade a outras oportunidades estratégicas e com o facto de o modelo português prever apenas a venda de uma participação minoritária, enquanto o grupo privilegia posições de controlo.
Qual o papel da Parpública?
A Parpública é responsável por conduzir tecnicamente o processo, avaliando as propostas e elaborando relatórios em cada fase, documentos depois submetidos ao Conselho de Ministros, que toma as decisões finais sobre a seleção dos candidatos.
Critérios de escolha
A seleção terá em conta critérios financeiros e estratégicos, incluindo o preço oferecido, a solidez financeira dos candidatos e a experiência no setor da aviação.
São ainda avaliados o investimento previsto, o desenvolvimento da frota, a aposta em áreas como manutenção e combustíveis sustentáveis, bem como o respeito pelos compromissos laborais.
Salvaguardas estratégicas
O Governo exige garantias quanto à manutenção da marca TAP , da sede em Portugal e de rotas consideradas estratégicas, nomeadamente ligações internacionais relevantes para a economia e comunidades portuguesas.
A preservação do ‘hub’, plataforma giratória de distribuição de voos, de Lisboa é apontada como condição essencial para a concretização da venda.
