Economia

Guarda Revolucionária Iraniana oferece passagem em Ormuz a países que expulsem embaixadores dos EUA e Israel

[

Ataques Irão

O estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do crude mundial, está praticamente fechado devido às ameaças da Guarda Revolucionária iraniana contra quem o tenta atravessar. O bloqueio fez subir o preço do petróleo para mais de 100 dólares por barril.

Hamad I Mohammed

A Guarda Revolucionária Iraniana ofereceu esta segunda-feira livre passagem pelo estreito de Ormuz aos navios dos países árabes ou europeus que expulsem os embaixadores dos Estados Unidos e de Israel.

“Qualquer país árabe ou europeu que expulse os embaixadores israelita e norte-americano do seu território terá total liberdade de passagem pelo estreito de Ormuz a partir de amanhã (terça-feira)”, afirmou a Guarda Revolucionária num comunicado divulgado pela emissora estatal iraniana IRIB.

O estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do crude mundial e uma parcela significativa de minerais estratégicos, está praticamente fechado devido às ameaças da Guarda Revolucionária iraniana contra quem o tenta atravessar.

O bloqueio desta via navegável vital para o comércio global elevou o preço do petróleo Brent acima dos 100 dólares por barril, máximo desde 2022, embora tenha descido ligeiramente nas últimas horas e, pouco antes das 18:30 (hora de Lisboa), estivesse cotado nos 96,85 dólares.

O líder do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ari Larijani, assegurou esta segunda-feira que a segurança no estratégico estreito de Ormuz não poderá ser restaurada enquanto durar a guerra com os Estados Unidos e Israel.

“É pouco provável que a segurança possa ser garantida no estreito de Ormuz no contexto da guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel na região”, declarou Larijani, depois de França, com os aliados, ter anunciado preparativos para uma “missão defensiva” com o objetivo de reabrir essa passagem crucial para o comércio mundial do petróleo.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, motivado pela inflexibilidade do seu regime político nas negociações sobre o enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirmam destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos, entre os quais o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989.



SIC Noticias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *