Economia

Bombardeamentos no Líbano persistem enquanto Teerão recebe parada militar

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Médio Oriente

Desde o início da guerra, o sul do Líbano tem sido alvo de intensos bombardeamentos e de uma ofensiva terrestre com artilharia e blindados, que tem destruído infraestruturas e já fez mais de 250 mortos. Enquanto isso, do Irão chegam imagens de uma parada militar nas ruas de Teerão.

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As paradas militares são uma forma de mostrar força e poderio. A que se vê nas imagens aconteceu nas ruas da capital iraniana.

As filmagens chegaram às agências de informação internacionais na terça-feira. Vê-se uma praça cheia e muitas bandeiras do Irão no ar. Quem ali se reúne quer mostrar-se ao lado das autoridades iranianas. Há a indicação de que outras concentrações deste género já aconteceram várias vezes desde que começou a guerra com os Estados Unidos e com Israel, não apenas em Teerão, mas também noutras cidades iranianas, quase sempre à noite.

De dia, para se ver melhor, filma-se a destruição no sul do Líbano, alvo preferencial dos ataques israelitas com a justificação de que é para atingir alvos do Hezbollah.

“Crimes brutais, desde a demolição de casas e locais de culto, incluindo mesquitas e husayniyyas (centros religiosos xiitas), até propriedades públicas e privadas. Nem sequer as ambulâncias foram poupadas pelos crimes e pelo terror do inimigo sionista (referindo-se a Israel)”, afirmou Mohammed Kaddoura, membro da Associação de Académicos Muçulmanos no Líbano.

Está em vigor um cessar-fogo de dez dias no Líbano, a contar desde a passada sexta-feira. Isso não tem impedido Israel e o Hezbollah de lançar ataques mútuos.

“Penso que nem o Hezbollah nem Israel querem avançar para uma guerra em grande escala como antes. Vão tentar limitá-la, mantendo uma certa intensidade militar entre as duas partes”, afirmou o analista Mohamad Hasan Sweidan.

Hassan Sweidan vive numa cidade no sul do Líbano, mas, devido aos bombardeamentos, saiu de casa. Regressa, mas já não tem onde dormir.

A destruição não foi apenas causada por mísseis, mas também pela ação terrestre do exército israelita, que tem ordens para demolir casas onde Israel considere que existe terrorismo. Isto abrange uma faixa de cerca de 10% do território do sul do Líbano, com quase duzentos mil habitantes.



SIC Noticias

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