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Nem clientes, nem feirantes: aumento do custo de vida já afeta até os locais onde se costumava pagar menos


Economia

Os bens essenciais estão cada vez mais caros. A subida dos combustíveis aumentou os custos para os produtores e isso reflete-se no preço final dos produtos. Até nas feiras, que são procuradas por terem preços mais acessíveis, há cada vez menos clientes e comerciantes.

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Até está mais barato do que antes, mas há cada vez menos clientes. Os poucos que há e os custos cada vez mais elevados já levaram muitos comerciantes a desistir de vender na Feira da Régua.

A autarquia até deu uma ajuda, reduziu em 75% o valor que os feirantes pagam pelo lugar que ocupam na feira, mas isso não chega.

Sobretudo com os combustíveis, que encareceram muito nos últimos dois meses. E se o custo é maior, inevitavelmente reflete-se no preço dos produtos. Mesmo nas feiras, que são quase sempre a alternativa para quem procura pagar menos, os clientes já notam a diferença.

Cabaz de bens essenciais está quase nos 261 euros

A carne é um dos produtos que teve o maior aumento de preço nos últimos quatro anos, desde que começou a guerra na Ucrânia. Está 15 euros mais cara.

Desde essa altura que a DECO Proteste acompanha a evolução do preço dos alimentos, que voltou a subir de forma significativa com a nova guerra no Médio Oriente. Da última semana para esta, o cabaz de bens essenciais ficou um euro e 37 cêntimos mais caro. Está quase nos 261 euros.

Custo de produção do leite continua aumentar

Para esse valor, não tem contribuído o leite, que até se tem mantido com uma evolução de preço favorável para os clientes. Muitos produtores estão a enfrentar dificuldades.

Mas os problemas no setor não são só provocados pelo conflito no Médio Oriente. Antes da guerra, já tinha baixado o preço que os produtores recebem pelo leite e agora pode voltar a baixar.



SIC Noticias

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