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A operação do Sernic decorreu após denúncia sobre comercialização ilegal de produtos de fauna protegida, tendo sido apreendidas duas pontas de presas divididas que seriam vendidas no mercado negro por 30 mil meticais (403 euros) por quilograma.
TONY KARUMBA
Três moçambicanos foram detidos na posse, e por tentativa de venda, de cerca de 10 quilogramas de presas de elefante, marfim avaliado em 4.000 euros, em Sofala, centro do país, anunciou esta terça-feira, a polícia.
Segundo o porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) em Sofala, Alfeu Sitoe, os três detidos, de nacionalidade moçambicana, foram capturados no dia 6 de março, na cidade da Beira, durante uma operação desencadeada após denúncia sobre indivíduos que pretendiam comercializar produtos de fauna protegida.
De acordo com o responsável, os suspeitos são indiciados pelo crime de abate e posse de espécies proibidas, cuja comercialização e transporte são proibidos por lei.
“Infelizmente, na altura não traziam todos os troféus, traziam apenas uma metade que serviria de amostra para o suposto comprador, e tivemos que fazer diligências para recuperar as outras partes, e graças ao trabalho abnegado, conseguimos recuperar”, disse Alfeu Sitoe.
As peças apreendidas correspondem, segundo o Sernic, a duas pontas de presas de elefante, que haviam sido divididas, com um peso total aproximado de 10 quilogramas.
A investigação preliminar indica que os troféus seriam vendidos no mercado ilegal por 30 mil meticais (403 euros) por quilograma, o que poderia render cerca de 300 mil meticais (4.000 euros).
“Um dos indiciados, que estava à procura do suposto comprador, iria ficar com uma percentagem de margem de cerca de 50 mil meticais (672 euros)”, acrescentou.
Segundo o porta-voz do Sernic, um dos detidos alegou ter transportado as presas a partir do distrito de Marromeu, afirmando desconhecer a origem do material e o seu proprietário, tendo apenas recebido instruções para proceder à entrega na cidade da Beira.
O Sernic avançou que prosseguem diligências para identificar outros possíveis envolvidos no caso e eventuais ligações a redes de abate e tráfico de fauna bravia.
