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“As Cadeiras”, de Eugène Ionesco, está em cena no Teatro da Comuna, em Lisboa, com encenação de João Mota.
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Um casal com quase 100 anos, que vive isolado numa ilha, prepara-se para receber convidados.
Enquanto esperam que todos cheguem, contam histórias e recordam memórias.
“As Cadeiras”, de Eugène Ionesco, é uma peça que se insere no Teatro do Absurdo. O encenador, João Mota, explica que não há um fio condutor, a história não é contada de forma tradicional, com início, meio e fim. O objetivo da corrente artística é mostrar a falta de sentido e lógica da existência humana.
“Memórias que nos levam para o passado, mas depois dá um salto para a frente, (…) o fio condutor desfaz-se e aparece outro emaranhado”.
Custódia Gallego e Manuel Coelho dão vida a estas personagens, que traduzem o vazio, a angústia e a solidão do ser humano.
As cadeiras vão-se multiplicando em cena. A expectativa é receber uma mensagem, que dará significado à existência da humanidade.
A peça foi escrita nos anos 50, mas os temas continuam a ter relevância na atualidade e desafiam o espectador.
Está em cena até dia 31 de maio, no Teatro da Comuna, em Lisboa.
