“Não posso deixar de manifestar a minha proximidade e comunhão diante das críticas e incompreensões que têm surgido em relação ao seu magistério”, escreve o cardeal, numa mensagem publicada na página da Diocese de Setúbal.
Américo Aguiar sublinha que as palavras do Papa Leão XIV refletem um “apelo constante à fidelidade do Evangelho” e à vida “como construtores de paz e promotores de fraternidade, mesmo em contextos marcados por desafios sociais e culturais exigentes”.
O presidente dos Estados Unidos afirmou que o papa é “terrível em política externa”, aludindo às críticas de Leão XIV sobre o Irão e a Venezuela, e instou-o a “deixar de agradar à esquerda radical”.
Em causa estava o discurso proferido pelo Sumo Pontífice na Basílica de São Pedro, em Roma, no sábado, em que Leão XIV denunciou os belicistas e as “demonstrações de força”, numa das suas críticas mais veementes até à data aos conflitos armados que assolam o mundo.
“Não quero um papa que ache que está bem o Irão ter uma arma nuclear. Não quero um papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela (…). E não quero um papa que critique o Presidente dos Estados Unidos quando estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito”, declarou Donald Trump.
Leão XIV respondeu que não teme a administração norte-americana e reiterou o seu compromisso de “erguer a voz para construir a paz”.
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