O ministro da Educação não quer, para já, pronunciar-se sobre o alarme lançado este fim de semana por diretores de escolas, professores e associações de pais. Em causa está o aumento do discurso de ódio dentro dos estabelecimentos de ensino, em particular contra as raparigas.
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Namorados que exigem a localização das estudantes para lhes controlarem todos os passos, trocas de insultos racistas que muitas vezes desaguam em rixas: são algumas das situações que têm preocupado a comunidade escolar.
Diretores, representantes dos pais e professores estão alarmados com o crescimento do discurso de ódio misógino e racista nas escolas de todo o país.
A comunidade escolar concluiu que as redes sociais, os influenciadores e o partido Chega são os principais promotores da disseminação do ódio e da discriminação contra imigrantes e mulheres.
Um estudo sobre literacia digital em seis países da União Europeia revelou que, em Portugal, por cada cinco adolescentes, quatro já estiveram expostos a conteúdos de natureza sexual, de ódio ou prejudiciais à saúde.
O ministro da Educação participou este domingo numa cerimónia do PSD, na Maia.
Contactado pela SIC, o gabinete de Fernando Alexandre informou que o ministro não estava disponível para fazer qualquer declaração sobre o crescimento do ódio que está a preocupar diretores, professores e associações de pais.
