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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, condenou, nesta segunda-feira, “nos termos mais fortes” a destruição, com um martelo, de uma estátua de Jesus Cristo por um soldado israelita no sul do Líbano.
Majdi Mohammed/AP Photo
“Condeno este ato nos termos mais fortes. As autoridades militares estão a conduzir uma investigação criminal e tomarão as medidas disciplinares adequadas contra o autor”, disse o primeiro-ministro israelita na rede social X.
Uma fotografia, cuja autenticidade foi confirmada pelo Exército israelita na investigação inicial, mostra o soldado israelita com um martelo a golpear o rosto da estátua de Jesus Cristo crucificado.
A estátua também foi derrubada do seu pedestal e caiu de cabeça para baixo no chão, no lado de fora da igreja.
Netanyahu aproveitou o incidente para reiterar “os valores judaicos de tolerância e respeito mútuo” com todas as religiões, afirmando que “a população cristã em Israel está a prosperar”.
“Lamentamos profundamente o incidente e os danos que causou aos fiéis no Líbano e em todo o mundo”, acrescentou o líder na sua mensagem no X.
O Exército israelita, em um comunicado, afirmou que ainda está a investigar e que serão tomadas “medidas apropriadas” contra os envolvidos com base nas conclusões, sem especificar as possíveis ações disciplinares.
Netanyahu, no entanto, não mencionou a expulsão forçada e o assédio diário sofridos pelos cristãos palestinianos na Cisjordânia ocupada, às mãos dos colonos, nem as várias igrejas em Gaza que foram danificadas e atacadas durante a ofensiva israelita.
Também durante a ofensiva de 2024 contra o Líbano, vários ataques do Exército israelita à cidade de Yaroun, perto da fronteira no sul do Líbano, deixaram a Igreja Católica Romana de São Jorge, construída em 1923, em ruínas.
