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Bloqueio do Estreito de Ormuz mobiliza algumas das maiores embarcações da Marinha dos EUA


Ataques Irão

O bloqueio naval do Estreito de Ormuz mobiliza algumas das maiores embarcações da Marinha norte-americana. Esta é uma megaoperação no terreno, num dos pontos de estrangulamento mais críticos do comércio mundial, por onde passa cerca de 21% do petróleo global.

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O bloqueio naval iniciado esta segunda-feira pelos Estados Unidos cria uma barreira física imediata.

Grupos de ataque liderados pelos porta-aviões Abraham Lincoln e Gerald Ford estabelecem uma presença naval massiva na rota marítima, apoiados por uma escolta de cruzadores e contratorpedeiros. No perímetro, submarinos de ataque e navios de desminagem completam o cerco.

Na prática, a Marinha norte-americana pode intercetar e inspecionar todas as embarcações que tentem atravessar o estreito.

Os navios são contactados por rádio e obrigados a parar. Equipas armadas podem subir a bordo para inspecionar a carga. Caso o destino ou a origem estejam ligados a portos iranianos, ou se os navios tiverem pago taxas de passagem a Teerão, é dada ordem para alterar a rota.

No limite, as embarcações podem ser apreendidas ou mesmo atacadas.

Segundo uma comunicação do Comando Central dos Estados Unidos, o bloqueio aplica-se a todo o tipo de navios, independentemente da bandeira, e abrange a totalidade da linha costeira iraniana, incluindo portos e terminais petrolíferos. Apesar de o Estreito ser uma via internacional, os Estados Unidos invocam o direito de resposta a ameaças à segurança global para justificar a operação.

O cerco estende-se a pontos estratégicos do comércio iraniano, desde a ilha de Kharg, por onde escoa a maior parte do petróleo do país, até ao porto comercial de Bandar Abbas, que alberga também a principal base da Marinha iraniana.

O objetivo é a asfixia financeira total do regime iraniano.

O impacto é global e imediato. Com rotas alternativas por terra a cobrirem menos de 20% das necessidades globais, o preço do barril disparou. Com centenas de navios parados e a ameaça de minas navais a obrigar a operações permanentes de desminagem, o Estreito de Ormuz é hoje descrito como um barril de pólvora.



SIC Noticias

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