O preço do cabaz de alimentos essenciais aumentou pela sétima semana seguida. O custo ultrapassa agora os 260 euros e está especialmente agravado em produtos. É o caso da carne de vaca que mais do que duplicou nos últimos quatro anos.
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Se antes a carne de novilho fazia parte da lista da semana, agora é só de vez em quando. Num talho em Matosinhos, o preço ao quilo varia entre os 10 e os 14 euros. E só não está mais alto porque a estratégia foi de reduzir as margens de lucro.
A subida de preço do novilho fez os clientes optarem mais por frango, peru e porco. Desde janeiro de 2022, a carne de vaca aumentou 122%. Está entre as maiores subidas do cabaz de produtos essenciais. Aos custos de produção junta-se uma menor oferta.
Também o preço de alguns vegetais duplicou nos últimos anos. Um dos três produtos que mais subiu desde que o preço do cabaz essencial é registado foi a couve coração. De janeiro de 2022 para hoje o custo registou uma evolução de 104% para os 2 euros por quilo.
Há os que sobem e descem consoante a oferta e a procura, ditada pela época. Mas são as influências externas que acabam por ter maiores efeitos no crescimento e mais duradouros.
O cabaz alimentar monitorizado pela Deco Proteste aumentou pela sétima semana consecutiva. Está 1 euro e 37 cêntimos mais caro. Os 63 produtos atingiram um novo máximo e já ultrapassam os 260 euros.
Se compararmos com o início do ano, o aumento foi de 19€. Se recuarmos a janeiro de 2022, são mais 73€.
