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Costa agradece a Zelensky por reparar oleoduto e permitir fornecimento de petróleo russo à Hungria


Guerra Rússia-Ucrânia

O presidente do Conselho Europeu agradeceu ao chefe de Estado ucraniano por reparar o oleoduto Druzhba e permitir o fornecimento de petróleo russo à Hungria, passo necessário para a retirada do veto húngaro ao empréstimo europeu à Ucrânia.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa (à esquerda), e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky (à direita), antes de uma reunião da "Coligação dos Dispostos" em Kiev, Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2026.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa (à esquerda), e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky (à direita), antes de uma reunião da “Coligação dos Dispostos” em Kiev, Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2026.

UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE HANDOUT / LUSA

“Obrigado, Presidente Volodymyr Zelensky, por ter cumprido o acordado: reparar o oleoduto Druzhba e restabelecer o seu funcionamento”, escreveu António Costa, numa publicação na rede social X.

A mensagem do presidente do Conselho Europeu surge no dia em que Volodymyr Zelensky anunciou, também através do X, que “a Ucrânia concluiu os trabalhos de reparação no troço do oleoduto Druzhba que foi danificado por um ataque russo”.

“O oleoduto pode retomar o funcionamento. Embora ninguém possa atualmente garantir que a Rússia não repetirá os ataques à infraestrutura do oleoduto, os nossos especialistas asseguraram as condições básicas para restabelecer o funcionamento do sistema e do equipamento do oleoduto”, adiantou.

O Presidente ucraniano disse ainda associar “isto ao desbloqueio do pacote de apoio europeu à Ucrânia, que já tinha sido aprovado pelo Conselho Europeu”.

A presidência semestral rotativa do Conselho da União Europeia, atualmente ocupada por Chipre, espera dar aval, na quarta-feira, ao último passo para concretizar o empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, que tem estado a ser bloqueado pela Hungria.

No encontro, os embaixadores junto da União Europeia (UE) vão votar uma alteração necessária ao Quadro Financeiro Plurianual para que a Comissão Europeia possa usar o orçamento comunitário como garantia da dívida comum a favor da Ucrânia, sendo este o último elemento necessário para permitir o desembolso.

Tal aval deverá ser agora possível depois de uma reviravolta histórica na política da Hungria que marca o fim de 16 anos consecutivos de governo ultranacionalista conservador de Viktor Orbán (do partido Fidesz) e a ascensão do partido de centro-direita Tisza, liderado por Péter Magyar, que será o novo primeiro-ministro húngaro após vencer as eleições legislativas do passado dia 12 de abril.

Este crédito de 90 mil milhões de euros foi condicionado pelo ultranacionalista Viktor Orbán devido a uma disputa paralela sobre o trânsito de petróleo russo através do oleoduto Druzhba, exigindo a reposição dos fluxos energéticos antes de levantar a objeção.

O candidato vencedor das eleições legislativas da Hungria, Péter Magyar, já veio porém garantir que daria aval ao empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia caso o oleoduto voltasse a funcionar entretanto. Viktor Orbán assegurou também que levantaria o veto perante tal cenário.



SIC Noticias

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