Milhares de pessoas marcharam, este sábado, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, para assinalar o 52.º aniversário do 25 de Abril. À semelhança dos anos anteriores, o tradicional desfile contou com todas as gerações – dos mais novos aos mais velhos.
O desfile, cujas imagens pode ver na galeria acima, arrancou pelas 15h30, liderado pelas tradicionais Chaimite, as icónicas viaturas blindadas usadas em 1974 na Revolução dos Cravos e um portador de um cartaz alusivo aos presos políticos libertados há 52 anos.
Numa tarde de sol e calor, o desfile contou também com a participação habitual de numerosos sindicatos e centrais sindicais, que aproveitaram as comemorações deste ano para vincar os seus protestos contra o pacote laboral, juntamente com as presenças espontâneas de muitas famílias, e ainda bastantes turistas nas artérias laterais da avenida.
Ao longo da tarde, as palavras de ordem foram “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais” e “Viva a liberdade.
Celebrações do 25 de Abril começaram com sessão solene na AR
As celebrações do 25 de Abril começaram, como é habitual, com uma sessão solene na Assembleia da República – a primeira de António José Seguro como Presidente da República.
Na sua estreia enquanto chefe de Estado numa sessão solene da revolução dos cravos, Seguro chegou ao Parlamento à hora prevista no cerimonial, pelas 09h45, e saiu do carro já de cravo ao peito, acompanhado pela mulher, Margarida Maldonado Freitas, que surgiu de vestido vermelho.
Acompanhado pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, o comandante supremo das Forças Armadas fez a revista aos militares presentes em parada, e entoou o Hino Nacional.
Em contraste, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, que chegou momentos antes, escolheu não trazer consigo a flor que ficou ligada à revolução de 1974. Em sentido contrário, alguns membros do executivo liderado por Montenegro foram entrando na Sala das Sessões com cravos na mão ou na lapela.
Nas galerias, onde já se sentavam alguns capitães da revolução, como o coronel Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril, assistiram também à sessão os secretários-gerais das centrais sindicais: Tiago Oliveira, da CGTP-IN e Mário Mourão, da UGT.
No hemiciclo, além dos cravos vermelhos distribuídos pelos lugares e os que os deputados escolheram trazer consigo, a bancada do Chega optou por cravos verdes. Já o líder do partido, André Ventura, sentado no centro do hemiciclo em de no seu lugar de deputado, não trazia qualquer flor.
O antigo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa também esteve presente e foi cumprimentando quem chegava antes de ocupar o seu lugar no plenário.
Como foi sendo habitual enquanto era chefe de Estado, chegou ao Parlamento sem cravo mas quando se sentou na galeria reservada levava um na mão.
Também o presidente da Assembleia da República colocou um cravo na lapela mais perto do início da cerimónia.
