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Estudante chinês acusado de fotografar ilegalmente aviões militares dos Estados Unidos

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Um estudante universitário chinês foi acusado de tirar fotografias ilegais de aviões militares dos Estados Unidos, durante uma viagem de carro por vários estados que incluiu uma paragem numa base da Força Aérea norte-americana.

Chip Somodevilla

Liang Tianrui, de 21 anos, foi detido a 7 de abril num aeroporto de Nova Iorque quando tentava partir com destino a Glasgow, na Escócia, onde estuda, indicou o Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês), num documento judicial.

Liang admitiu que saiu de um carro numa estrada pública, no final de março, e tirou fotografias de um RC-135, um avião de reconhecimento, e de um E-4B na Base da Força Aérea de Offutt, perto de Omaha, no estado de Nebraska (centro), revelou o FBI.

O E-4B, conhecido como ‘Nightwatch’, pode servir como centro de comando aéreo para o presidente e altos responsáveis militares em situações de emergência, de acordo com a Força Aérea dos Estados Unidos.

O FBI sublinhou que é ilegal fotografar ou desenhar instalações de defesa sem autorização, embora existam imagens de ambos os aviões disponíveis na Internet.

Liang disse aos investigadores que era “legal tirar fotografias ao céu, mas sabia que era ilegal tirar fotografias aos aviões no solo”, acrescentando que as imagens se destinavam à sua coleção pessoal, segundo o FBI.

O advogado de Liang, Jeff Thomas, recusou comentar o caso. O estudante ainda não compareceu em tribunal federal em Omaha.

Incidentes com instalações militares já se tinham registado

Segundo o FBI, Liang viajou para Vancouver, na Colúmbia Britânica, no Canadá, em 26 de março, onde se encontrou com um amigo estudante em Nova Iorque. Ambos atravessaram a fronteira dos EUA no estado de Washington (noroeste), antes de Liang seguir sozinho para visitar a Base Aérea de Ellsworth Air, no estado de Dakota do Sul (centro-norte). Segundo a acusação, também demonstrou interesse em visitar a Base da Força Aérea de Tinker (centro-sul).

Outros casos envolvendo instalações militares têm sido registados com estudantes chineses.

Cinco homens foram acusados de mentir e tentar encobrir os seus atos após serem intercetados à noite, em 2023, perto de uma instalação militar no Michigan, onde milhares de pessoas participavam em exercícios.

Tinham-se formado na Universidade de Michigan e regressaram aparentemente à China meses antes de serem acusados, nunca tendo comparecido em tribunal.

Em 2020, dois cidadãos chineses que frequentavam mestrados na mesma universidade foram condenados a pena de prisão por tirarem fotografias ilegalmente numa base aérea naval na base aérea e naval de Key West (sudeste).



SIC Noticias

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