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Férias em tempos de guerra: porque é que marcar com antecedência pode fazer a diferença?


Economia

Com a instabilidade no Médio Oriente a pressionar preços, a alterar rotas e a reduzir opções disponíveis, planear férias tornou-se mais exigente. Neste episódio, explicamos porque é que antecipar decisões pode fazer toda a diferença

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Com o ritmo acelerado do dia a dia, é fácil adiar a marcação de férias. Mas essa decisão, contudo, pode sair cara, não só na carteira, como na qualidade da experiência, conforme avisam os especialistas.

Os clientes pedem coisas muito específicas: hotéis só de adultos, hotéis para crianças, hotéis com vista mar”, contextualiza Ricardo Teles, diretor operacional da Bestravel. O responsável sublinha que o impacto sente-se também na diversidade de ofertas disponíveis, notando que, quanto mais tarde são feitas as marcações, menor é a margem de escolha, o que pode obrigar a baixar o nível da experiência ou a pagar mais para manter as mesmas condições.

A atual instabilidade a nível global, em grande parte associada ao conflito no Médio Oriente, veio introduzir novos fatores de incerteza no planeamento das férias.

Segundo Ricardo Teles, este contexto começa a ter impacto nas rotas e nas escolhas dos viajantes. “Naturalmente, o Dubai e o Catar seriam portas de entrada ou portas de ligação para a Ásia. Há uma alteração por Istambul, Amesterdão, por Frankfurt. Mas também se está a assistir a destinos na América do Sul, como o Brasil, com subidas muito fortes, mas também a República Dominicana, o México, com cada vez mais procura para as férias dos portugueses”, explica.

Dados recolhidos pelo Expresso junto de grupos hoteleiros apontam para um aumento da procura em destinos considerados mais seguros, com Portugal a registar subidas de reservas que, em alguns casos, chegam aos 30%. Trata-se de um padrão já observado em momentos de instabilidade internacional: durante a Primavera Árabe, por exemplo, a quebra no turismo em vários países do Norte de África levou muitos viajantes a optar por alternativas europeias, tendo Portugal sido um dos países beneficiados.

Num cenário mais volátil, o responsável considera que o apoio especializado, incluindo agências de viagens e seguros, pode ajudar a lidar com imprevistos, como alterações de rotas ou cancelamentos, apontando o exemplo recente de portugueses no Dubai e no Catar, onde os constrangimentos nas ligações aéreas provocados pela Guerra no Médio Oriente exigiram respostas rápidas no terreno.

Este enquadramento surge numa altura em que o setor enfrenta também pressões do lado dos custos. O conflito no Médio Oriente está a contribuir para a subida do preço do petróleo, o que tende a refletir-se nos bilhetes de avião e, de forma mais indireta, no custo global das viagens. Para já, o impacto ainda é limitado, mas já começa a dar sinais. “Já há alguns suplementos de combustível para algumas viagens agora a curto prazo”, admite Ricardo Teles, ressalvando que a evolução dependerá da duração do conflito e do comportamento dos mercados energéticos.

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