A Fundação Mendes Gonçalves apresentou uma Declaração para a Regeneração, com o objetivo de colocar o tema no centro do debate público e mobilizar entidades para uma ação concertada nos próximos anos.
A iniciativa foi apresentada no fórum Regenerar 2026, na Golegã.
 
De acordo com o comunicado de imprensa, o documento estabelece compromissos até 2028, com foco na criação de um ecossistema educativo, na promoção da literacia alimentar, na disseminação de práticas de agricultura regenerativa e na preparação de instrumentos de investimento em projetos de impacto baseados em modelos sustentáveis.
A fundação defende que a regeneração dos solos, dos sistemas alimentares e das comunidades deve ser tratada como uma prioridade estratégica, apontando para a necessidade de maior articulação entre conhecimento científico, prática agrícola e políticas públicas.
 
Segundo Carlos Mendes Gonçalves, fundador da entidade, “a regeneração não é um conceito abstrato nem um tema de nicho — é uma mudança estrutural na forma como olhamos para os sistemas que sustentam a nossa sociedade”, acrescentando que o compromisso apresentado pretende ser “um convite à ação” e “um ponto de encontro para quem reconhece que é necessário fazer diferente”.
A iniciativa dirige-se a entidades públicas e privadas, organizações da economia social e sociedade civil, incentivando o desenvolvimento de soluções colaborativas com impacto nos territórios.
 
O fórum Regenerar 2026 reuniu especialistas nacionais e internacionais, incluindo Ray Archuleta, ligado à área da saúde do solo e agricultura regenerativa, e Maddalena Tedeschi, presidente da Reggio Children, que participou virtualmente.
O encontro integra-se na Missão Europeia “A Soil Deal for Europe” e contou com o apoio do projeto SOILSCAPE e do Turismo de Portugal, destacando o papel do solo na sustentabilidade ambiental, segurança alimentar e resiliência climática.
 
