No Reino Unido, são cada vez mais as vozes a pedir a demissão do primeiro-ministro, Keir Starmer. O chefe do Governo é acusado de ter mentido ao Parlamento ao afirmar que a nomeação de Peter Mandelson para embaixador nos Estados Unidos tinha cumprido todo o processo de verificação.
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Por várias vezes, Keir Starmer disse aos deputados que a nomeação de Peter Mandelson como embaixador em Washington tinha respeitado o processo de verificação de segurança.
De facto, o processo foi respeitado, mas sabe-se agora que Mandelson chumbou.
Um resultado que foi posteriormente anulado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, permitindo que Mandelson assumisse funções em Washington.
O primeiro-ministro garante que só esta semana teve conhecimento de que o antigo embaixador tinha visto recusada a autorização de segurança.
Keir Starmer sai fragilizado deste caso e afirma estar furioso. Um alto funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros acabou por se demitir esta sexta-feira.
“É imperdoável que não me tenham informado de que ele falhou a verificação de segurança quando eu dizia ao Parlamento que todos os procedimentos tinham sido cumpridos. Não só não fui informado, como nenhum ministro foi, e estou absolutamente furioso com isso”, afirmou o primeiro-ministro.
Apesar destas explicações, Keir Starmer é agora acusado de ter mentido ao Parlamento.
Para esclarecer a situação, o primeiro-ministro promete falar aos deputados na próxima segunda-feira.
Peter Mandelson foi demitido em setembro do ano passado e foi detido e posteriormente libertado em fevereiro, devido a ligações a Jeffrey Epstein.
De crise em crise, Keir Starmer vai resistindo no cargo, mas aumentam as vozes a exigir a sua saída.
Pela primeira vez, todos os partidos da oposição já vieram pedir a demissão do primeiro-ministro.
