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Montenegro falou com Magyar: "Concordámos em reforçar a nossa cooperação"


O primeiro-ministro, Luís Montenegro, falou, esta quarta-feira, com Péter Magyar, o sucessor de Viktor Orbán, que venceu as eleições legislativas da Hungria no passado fim de semana. 

“Falei hoje com Péter Magyar, a quem renovei as felicitações pela sua clara vitória eleitoral. Concordámos em reforçar a nossa cooperação bilateral e em fortalecer o diálogo também no plano europeu, em prol de uma União mais forte, mais coesa e mais competitiva”, pode ler-se numa publicação feita nas redes sociais do primeiro-ministro. 

E acrescentou: “Juntos seremos capazes de enfrentar melhor os desafios com que estamos confrontados”.

De recordar que, no domingo passado, decorreram as eleições legislativas na Hungria. O partido Tisza, liderado por Péter Magyar, foi o grande vencedor, pondo assim fim aos 16 anos de poder de Viktor Orbán.

O Tisza conquistou 138 dos 199 lugares no parlamento, enquanto o partido no poder, o Fidesz, do nacionalista Viktor Orbán, obteve apenas 55 lugares, e o partido de extrema-direita Nossa Pátria conquistou seis mandatos.

Magyar, jurista de 45 anos, praticamente desconhecido até 2024, irrompeu no panorama político do país da Europa Central com uma força tal que lidera as sondagens de opinião há mais de um ano.

A sua ascensão baseia-se tanto no seu conhecimento profundo do sistema do partido no poder, Fidesz, como num estilo de comunicação que combina acessibilidade, uma mensagem anticorrupção clara e uma imagem moderna que contrasta fortemente com a do veterano líder de 62 anos.

O futuro primeiro-ministro húngaro apresenta-se como conservador, defensor da família, da nação e do cristianismo, embora com uma clara orientação pró-europeia e mais aberto do que o ultraconservador Orbán.

A ruptura de Magyar com o partido no poder ocorreu na sequência de um escândalo ligado ao perdão concedido a um homem condenado por encobrir crimes de pedofilia.

O candidato da oposição húngara Peter Magyar, que venceu as eleições legislativas de hoje, disse que o seu partido libertou a Hungria, após colocar fim a 16 anos de poder do nacionalista Viktor Orbán.

Lusa | 22:19 – 12/04/2026





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