Portugal

"Não é não" recorda PSP: "Prevenir a violência sexual é dever de todos"


A Polícia de Segurança Pública (PSP) também já reagiu à polémica que se gerou em redor das declarações de Cristina Ferreira sobre um caso de uma menor, violada por quatro influencers, em Loures.

Depois de várias personalidades terem vindo a público lembrar que “ou há consentimento ou é crime”, foi a vez da PSP recordar que “não é não”.

Numa publicação partilhada nas redes sociais, a força de segurança realçou que “o consentimento não tem áreas cinzentas” e que “o silêncio, a forma de vestir ou a hesitação nunca substituem um ‘sim’ claro, livre e consciente”.

Mais. Salienta a PSP que “ultrapassar este limite é crime” e que “prevenir a violência sexual é um dever de todos”.

Perante isso, a PSP deixa alguns conselhos para ajudar a evitar este tipo de violência:

  • Proteção entre pares: Nas saídas, mantenham-se em grupo e cuidem uns dos outros;
  •  Sê um agente ativo: Se vires uma situação em que alguém parece desconfortável, sob o efeito de substâncias ou incapaz de consentir, não feches os olhos. Intervém de forma segura ou pede ajuda à PSP.

Lembra ainda esta autoridade que “a culpa nunca é da vítima”: “quebra o silêncio e denuncia. A vergonha deve estar apenas do lado do agressor”.

A PSP dispõe de polícias com formação específica para “acolher, ouvir e apoiar com total privacidade, segurança e empatia”. A denúncia “é o primeiro passo para a justiça e para evitar que o agressor faça novas vítimas”, apelam, realçando que é importante que as vítimas não se sintam “sós”.

A publicação, publicada há cerca de 2h, tem já mais de 2.400 reações e 1.200 partilhas. Os seguidores agradeceram à força de segurança a partilha e pediram “penas mais fortes” para quem comete violência sexual.

As polémicas palavras de Cristina Ferreira

A propósito do início do julgamento do caso de uma jovem de 16 anos que terá sido violada por quatro influencers, em Loures, Cristina falou sobre o assunto no programa “Dois às 10” e gerou muita polémica com as palavras que utilizou para o descrever.

“Porque nós temos de falar disto. Porque é assim: mesmo que ela tenha dito para parar, quando são quatro que estão naquela adrenalina de estar a fazer sexo com uma rapariga, alguém ouve… claro que tem de ouvir, mas alguém entende aquele: ‘Não quero mais?'”, questionou a apresentadora da TVI na “Crónica Criminal”.

As declarações da apresentadora motivaram uma queixa na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e muitas reações negativas.

Após as declarações polémicas de Cristina Ferreira sobre um caso de violação, foram várias as figuras públicas que se manifestaram nas redes sociais, gerando um intenso debate sobre consentimento e responsabilidade.

Notícias ao Minuto | 23:44 – 15/04/2026

TVI reage a críticas nas redes sociais e revela que vai para tribunal 

Entretanto, a TVI emitiu um comunicado, na noite desta quarta-feira, onde defende Cristina Ferreira na polémica em que está envolvida. 

“Lamenta-se a forma, o tom, a descontextualização e a manipulação grosseira com que as palavras da apresentadora estão a ser interpretadas e disseminadas […] Em nenhuma circunstância, a TVI, e naturalmente Cristina Ferreira, concordaria com a banalização de um qualquer crime e muito menos, o incentivaria ou desvalorizaria”, pode ler-se no documento. 

“Outra coisa também é a impunidade com que a ofensa gratuita e leviana se espalha, sem controlo, sobretudo nas redes sociais. Os tribunais a quem se recorrerá tratarão de repor a justiça”, conclui o comunicado.

TVI defende Cristina: Lamenta

A TVI emitiu um comunicado esta quarta-feira onde lamenta “a forma, o tom, a descontextualização e a manipulação grosseira com que as palavras da apresentadora [Cristina Ferreira] estão a ser interpretadas e disseminadas”. Em causa estão declarações proferidas no programa “Dois às 10”, num painel no qual se debatia o caso de uma menor alegadamente violada por um grupo de quatro influencers, em Loures.

Notícias ao Minuto | 21:40 – 15/04/2026



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