Sem acordo com o Irão à vista, começa às 15h00 desta segunda-feira o bloqueio naval dos EUA ao Estreito de Ormuz. Teerão acusa Washington de pirataria e avisa que vai implementar um mecanismo permanente para controlar o estreito.

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Trump justificou a decisão porque diz que o Irão não quer renunciar às ambições nucleares.
Promessa feita, plano traçado com hora exata para entrar em vigor o bloqueio ao Estreito de Ormuz que, por ordem de Trump, impedirá a navegação de todos os navios de e para os portos iranianos.
Teerão fala em pirataria, diz que é ilegal e avisa que vai implementar um mecanismo permanente para controlar o estreito, o que poderá aumentar ainda mais a tensão entre os dois lados.
A decisão foi anunciada depois de 21 horas de conversações entre os EUA e o Irão, sem ser alcançado um acordo.
Trump diz que as negociações fracassaram porque Teerão não quer renunciar às ambições nucleares, o Irão atribui a culpa às mudanças constantes das condições dos EUA.
O Paquistão, que tem mediado as conversações, garante que apesar do desfecho, as negociações prosseguem, ainda que em ponto-morto, numa altura em que aumentam as reações à decisão de Trump de bloquear o estreito.
O Reino Unido já garantiu que não vai alinhar, sendo que Londres e Paris anunciaram, entretanto, que vão realizar uma conferência com países que estejam dispostos a contribuir para uma missão multinacional pacífica para restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.
A China também veio pedir calma e moderação, enquanto a Turquia exige a reabertura do estreito defendendo que só pode ser conseguida pela via diplomática.
