Há, pelo menos, dois milhões de iranianos fugidos do país, numa estimativa das Nações Unidas. Em toda a Europa, são eles que hoje celebram o fim do regime que classificam como autoritário, repressivo e fundamentalista.
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Se as Nações Unidas falam em cerca de dois milhões de iranianos deslocados, o Irão revê o número para cima, garantindo que serão quase de quatro milhões os que fazem parte da diáspora.
Em Portugal, há cerca de 1.400 iranianos registados como residentes. Perto de uma centena esteve em celebração em frente à embaixada de Teerão em Lisboa, depois da morte do líder supremo, Ali Khamenei, num ataque dos Estados Unidos e de Israel. Agradeceram a Portugal, em particular aos Açores, e pediram liberdade para o Irão.
A operação das forças norte-americanas e israelitas levantou, no entanto, várias dúvidas, entre elas a intervenção de uma coligação internacional contra um país terceiro que não provocou ataques e até da utilização das Bajes, nos Açores.
Quem já viveu sob a repressão prefere, porém, olhar para o futuro e não para o passado. “Não foi um ataque, mas sim ajuda militar. É a salvação do povo do Irão. Acredito que o povo é corajoso e que vai tomar as rédeas do país”, disse um dos manifestantes.
Em Paris, centenas de iranianos, que usavam de forma orgulhosa as cores do país, fizeram uma marcha lenta e ruidosa. “A ajuda está a caminho”, pode ler-se na faixa na frente da manifestação.
Na Grécia, os iranianos agradecem a Israel, enquanto no Reino Unido já se prepara a coroação do filho exilado do último xã.
