Uma passageira de um cruzeiro da Carnival Cruise Line foi indemnizada após sofrer uma queda a bordo, na sequência de ter consumido 14 shots de tequila ao longo de nove horas. Um júri concluiu que a empresa agiu com negligência.

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Uma passageira que consumiu 14 shots de tequila ao longo de nove horas num cruzeiro da Carnival Cruise Line foi indemnizada em cerca de 220 libras (aproximadamente 260 euros), após sofrer uma lesão cerebral traumática na sequência de uma queda a bordo do cruzeiro.
O caso remonta a janeiro de 2024, quando Diana Sanders seguia no navio Carnival Radiance. Pouco depois de sair de um dos bares, acabou por cair numa escadaria, sofrendo um traumatismo craniano ligeiro, lesões nas costas e vários hematomas.
A mulher, de 45 anos, foi mais tarde encontrada inconsciente numa área reservada à tripulação. Em tribunal, foi também referido que existiam falhas nas imagens de videovigilância da noite do incidente. Um júri em Miami concluiu que a empresa agiu com negligência, de acordo com a Sky News.
“Enfrentar um gigante corporativo como a Carnival é um enorme desafio, e tenho grande respeito pela resiliência da minha cliente”, disse o advogado da vítima, Spencer Aronfeld. Defendeu ainda que “este caso evidencia o perigo inerente aos pacotes de bebidas com consumo ilimitado, que incentivam o consumo excessivo e pressionam funcionários mal pagos a dar prioridade às gorjetas em detrimento da segurança.”
Durante o julgamento, o advogado sustentou que o serviço de álcool deveria ter sido interrompido assim que a passageira apresentasse sinais de embriaguez. Alegou também que a empresa “projeta deliberadamente os seus navios para garantir a existência de pontos de venda de álcool em todos os cantos”, com o objetivo de maximizar lucros.
Aronfeld sublinhou que provar o excesso de álcool servido é frequentemente difícil, já que muitos consideram que a responsabilidade recai apenas sobre o consumidor. Ainda assim, defendeu que o ponto central do caso foi a recusa da empresa em assumir responsabilidade por ter servido alguém claramente intoxicado.
Por sua vez, os advogados da empresa argumentaram que não havia sinais evidentes de embriaguez por parte da passageira.
