O valor do cabaz alimentar continua a aumentar. São cada vez mais as famílias portuguesas que precisam e procuram ajuda, recorrendo a diversas instituições de solidariedade, como, entre outras, o Banco Alimentar Contra a Fome. A próxima campanha será nos dias 30 e 31 de maio.

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Tem vindo a aumentar, nos últimos tempos, de norte a sul, o número de famílias a pedir ajuda alimentar, e já não são apenas as famílias numerosas. Um cenário que, se a situação se mantiver, poderá tornar-se crítico já nos próximos meses.
Entre as razões apontadas está o recente aumento de custos. Mas o perfil de quem pede ajuda também mudou. Agora há cada vez mais famílias jovens, com crianças pequenas, centenas de imigrantes, famílias monoparentais e pessoas qualificadas, muitas desempregadas, que já não conseguem fazer face às despesas.
Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, teme que haja uma diminuição de doações de alimentos durante as campanhas nos supermercados.
O aumento da procura e dos pedidos leva a que também muitas instituições já tenham que recorrer ao Banco Alimentar para conseguir dar resposta a quem figura nas suas listas de apoios regulares.
Com a atual escalada de preços de bens essenciais, como alimentos, energia e combustíveis, quem é pobre está cada vez mais pobre, e a pobreza é transmitida de forma Intergeracional.
Refira-se que, atualmente, em Portugal, mais de 400 mil pessoas dependem da ajuda fornecida por 21 Bancos Alimentares, em diversos pontos do país.
