Cerca de meia hora antes as 11h00, hora marcada para o início da cerimónia, já Maria Antónia Cavaleiro aguardava o chefe de Estado.
Recém chegada aos 80 anos, queria ver o Presidente da República e que este lhe desse os parabéns. Poucos minutos depois, assim foi.
Pelas 10h45, António José Seguro chegou ao Palácio de Belém, onde já se encontravam centenas de cidadãos para assistir à cerimónia. Maria Antónia foi das primeiras a ser cumprimentada com “dois beijinhos” pelo chefe de Estado, a quem desejou felicidades.
“Que corra tudo bem no nosso país que é um país muito bonito”, disse a cidadã, com Seguro a responder: “E não só: bonito, tranquilo, estável e que progrida para as pessoas viverem melhor”.
No final da interação, Maria Antónia disse ter “ganhado o dia”.
A seguir, Seguro aproveitou para cumprimentar alguns dos cidadãos que se espalhavam pela Rua de Belém, com vários a referir que tinham viajado desde as Caldas da Rainha, onde o chefe de Estado vive com a sua família, de propósito para o vir ver.
“Bom dia, como vai?”, foi perguntando Seguro à medida que ia avançando, com muitos a pedir-lhe uma fotografia.
A poucos minutos do início da cerimónia, o chefe de Estado ainda cumprimentou um jovem chamado Guilherme. A sua mãe, Maria João Abreu, aproveitou o momento para deixar um apelo ao Presidente: que incentive o reforço de apoios para crianças com doenças metabólicas raras.
Seguro assegurou que “estará atento” e sugeriu que a mãe lhe escrevesse para Belém: “Se me quiser escrever, é uma forma de eu estar mais presente e poder fazer melhor”, respondeu.
Aos jornalistas, a mãe explicou depois que esta é uma área que “precisa do apoio do Estado e de investigação”.
Guilherme, que confessou ser interessado por política, até achava que o Presidente não iria estar em Lisboa e já teria partido para Espanha, onde vai fazer a sua primeira visita oficial fora do país, mas acabou a assistir à cerimónia mesmo junto ao local onde ficou o Presidente da República.
O render solene da Guarda ao Palácio Nacional de Belém realiza-se ao terceiro domingo de cada mês e é uma cerimónia habitualmente assistida por centenas de pessoas.
Surgiu no ano de 1969, retomando uma antiga tradição militar e é realizada pelos militares que garantem a segurança permanente à residência oficial do Presidente da República.
De acordo com a GNR, nesta cerimónia participam normalmente cerca de 160 militares: as guardas ao Palácio (a guarda rendida e a que rende), a banda de música, um pelotão a cavalo que escolta o portador do Santo-e-Senha, a Charanga a Cavalo e binómios cinotécnicos (equipa composta por um militar e um cão).
O Presidente da República viaja ainda hoje para Madrid, Espanha, para a sua primeira visita oficial ao estrangeiro, durante a qual terá encontros com o Rei Felipe VI e o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, na segunda-feira.
Na terça-feira vai receber em Portugal o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e na quarta já tem agendadas audiências com os parceiros sociais, véspera de uma reunião do secretariado nacional da UGT para votar a versão final do pacote laboral apresentado pelo Governo, que ainda não reúne consenso na Concertação Social.
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