Duas autarcas estão a ser acusados de atuar contra a liberdade de imprensa. O caso mais mediático envolve Ana Abrunhosa, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, e um jornalista da Agência Lusa. Também a presidente da Câmara de Bragança apresentou queixa contra o diretor de uma rádio local, na sequência de pedidos de acesso a documentos administrativos.
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Na reunião de câmara da última sexta-feira, Ana Abrunhosa foi confrontada sobre a situação da Casa do Cinema de Coimbra.
Na véspera, a 9 de abril, a Lusa tinha noticiado que o espaço corre o risco de perder a licença, por o município não avançar com as obras previstas. A autarca acusou o jornalista de deturpar factos, de faltar à verdade e de não procurar esclarecimentos.
A direção de Informação da Lusa considerou as acusações descabidas, infundadas e difamatórias. A agência sublinha que a notícia refere que a autarquia foi questionada, mas não respondeu.
O jornalista em causa terá aguardado mais de uma semana antes de publicar a notícia.
O Sindicato dos Jornalistas condenou o caso e acusou Ana Abrunhosa de violação grave da liberdade de imprensa. O sindicato afirmou ainda que os jornalistas não necessitam da confiança de qualquer autarca para exercer o seu trabalho.
A direção nacional do PS demarcou-se do caso.
O Sindicato dos Jornalistas condenou também outra polémica, desta vez envolvendo a autarca de Bragança, igualmente eleita pelo PS.
Isabel Ferreira apresentou uma queixa-crime contra o diretor de uma rádio regional por alegada perseguição.
Em causa estarão 27 emails enviados e seis chamadas telefónicas ao longo de quatro meses, relacionados com pedidos de esclarecimento e de acesso a documentos administrativos do município.
Em resposta à SIC, o gabinete de comunicação da autarquia de Bragança sublinha que o município respeita e colabora com todos os órgãos de comunicação social, considerando este um caso isolado.
