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“Todo este processo é um embuste”: Lei laboral gera críticas ao Governo


Política

O Partido Socialista diz que chegou o momento de o Governo clarificar o que quer para a legislação laboral. Os socialistas acusam o executivo de alimentar uma postura de má fé nas negociações. O Chega fala mesmo em “simulacro de negociação”.

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O chumbo da UGT à proposta de alteração à lei do Trabalho não é uma surpresa para a generalidade dos partidos.

“Quem diz sistematicamente que quer chegar a um acordo. Quem faz mil apelos à negociação e ao diálogo, mas não abdica de nenhum dos elementos fundamentais que foram rejeitados desde o primeiro momento pela outra parte, é um parceiro que está de má fé e que não quer verdadeiramente um acordo”, afirmou Miguel Cabrita do PS.

“Todo este processo é um embuste”, considerou Paula Santos, líder parlamentar do PCP.

“Estivemos nove meses num simulacro de negociação, quando, na verdade, aquelas duas partes sabiam que não havia nenhum consenso de reforma laboral”, disse André Ventura, presidente do Chega.

“Chegou o momento da clarificação e o Governo tem de decidir. Ou quer mesmo negociar, ou dá por encerrado o processo”, acrescentou Miguel Cabrita.

Quando o Governo der o processo por concluído na concertação social, será a vez do Parlamento dizer o que pensa sobre a proposta de alteração à lei do trabalho, e a negociação antevê-se igualmente difícil.

“Se o Governo, ao longo de nove meses, não foi capaz de abdicar de nenhuma das suas traves mestras, todas desfavoráveis aos trabalhadores, nós não temos a expectativa de que seja no Parlamento, e por propostas do PS, que essa posição se venha a alterar”, disse ainda Miguel Cabrita.

“O único parceiro negocial que o Governo poderia ter no Parlamento não faz a menor ideia, porque o Governo não partilhou nada, sobre qual é a sua versão de reforma laboral e quais são os últimos pontos (…) e que agora deixa basicamente no Chega o ónus de ter que aprovar esta reforma. Isso não é forma de conduzir o país nem um processo parlamentar desta importância”, criticou André Ventura.

“Portanto, estamos aqui perante um impasse”, resumiu Mariana Leitão, presidente da IL.

Com ou sem garantia de acordo, na concertação social ou no Parlamento, o Governo faz questão de repetir, uma e outra vez, que esta tentativa de reforma é mesmo para ser votada em plenário.



SIC Noticias

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