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Três meses após tempestades, empresas da região de Leiria ainda enfrentam dificuldades


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Na região de Leiria, as marcas deixadas pelas tempestades continuam visíveis. Muitas fábricas mantêm-se em processo de reconstrução e há empresários que ainda não sabem se conseguirão reabrir portas.

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Três meses depois dos eventos, os danos persistem. Embora os trabalhos de remoção de destroços já tenham sido feitos, numa empresa de borracha na Marinha Grande uma das linhas de produção continua inoperacional. A fábrica está a funcionar apenas a 40% da capacidade.

Os prejuízos ultrapassam os dois milhões de euros, e a linha de crédito para a reconstrução tarda em chegar, tornando o regresso à normalidade ainda distante.

Numa fábrica de rações para animais em Leiria, parte do telhado que caiu já foi reposto, mas o administrador admite que 70% da empresa continua danificada. Durante algum tempo, a empresa teve de recorrer a parceiros para garantir o fornecimento aos clientes, depois da perda de matéria-prima. O administrador prevê um ano exigente até conseguir recuperar os prejuízos.

Algumas empresas podem nem conseguir sobreviver, e para essas os empréstimos podem não ser uma solução viável. Com prejuízos de meio milhão de euros, sobretudo em maquinaria, a produção de uma gráfica em Pombal está parada desde janeiro e os trabalhadores permanecem em lay-off. A manutenção dos clientes torna-se cada vez mais difícil.

A recuperação da gráfica depende dos apoios do Governo, mas não é um caso isolado na região. O futuro continua incerto para muitos empresários afetados pelas tempestades, que pedem que pelo menos uma parte dos empréstimos seja concedida a fundo perdido.



SIC Noticias

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