Milhares de pessoas manifestaram-se saíram à rua em Lisboa contra o pacote laboral, numa altura em que o Governo já admitiu querer encerrar a atual fase negocial.
O protesto, organizado pela CGTP, teve início pelas 14:30, no Saldanha, em Lisboa, e seguiu em direção à Assembleia da República.
Os manifestantes, de todas as idades, levavam bandeiras da central sindical e das estruturas associadas e gritavam palavras de ordem como “Contratação sim, caducidade não” e “salários de miséria, rendas a subir, o povo não aguenta, está na hora de agir”.
A manifestação nacional, organizada pela CGTP-IN, sob o mote “Abaixo o pacote Laboral! Aumentar salários, garantir direitos, é possível uma vida melhor” decorre numa altura em que a ministra do Trabalho garantiu que há apenas “dois ou três temas” a impedir um acordo com os parceiros sociais e que vai encerrar “esta fase negocial nos próximos dias”.
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, volta hoje a estar reunida com a UGT e as quatro confederações para “pequenas afinações” na legislação laboral.
Na quinta-feira, à saída da reunião de Concertação Social, Palma Ramalho, indicou que o encontro serviu para “partilhar com todos os parceiros sociais a última versão” da proposta de revisão de legislação laboral, numa alusão ao facto de a CGTP ter apenas a versão inicial do anteprojeto, apresentada em 24 de julho de 2025.
No mesmo dia, a CGTP denunciou um “simulacro” de negociação, indicando que a ministra esteve reunida com o líderes patronais e a UGT antes da reunião de Concertação Social começar, deixando a central sindical de fora.
