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Um homem foi condenado a três anos e oito meses de prisão efetiva por ter atropelado uma agente da Polícia Municipal, no Porto, após ter sido advertido por estacionamento indevido. O caso remonta a 2020 e só agora, quase seis anos depois, teve decisão em tribunal.
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Tudo aconteceu a 4 de outubro de 2020, em frente à Câmara Municipal. A agente, então com 47 anos, alertou um condutor para não estacionar num local proibido. Pouco depois, acabou por ser colhida pela viatura. O suspeito colocou-se em fuga.
Horas mais tarde, o homem foi identificado pela GNR, mas permaneceu em liberdade enquanto o processo seguia os seus trâmites judiciais.
A vítima sofreu ferimentos que obrigaram a tratamento hospitalar e enfrentou um longo processo de recuperação, tanto física como psicológica.
“Eu não sei se quando saio de casa para trabalhar se vou voltar a ver as minhas filhas. Tenho medo e nunca pensei porque adoro aquilo que faço”, conta a agente.
Segundo o advogado, o caso terá sofrido atrasos devido à forma como foi inicialmente enquadrado pelo Ministério Público, que acusou o arguido apenas de ofensa à integridade física e não de tentativa de homicídio qualificado.
A sentença foi conhecida na semana passada, encerrando um processo longo.
O sindicato das polícias municipais alerta que este caso evidencia os riscos da profissão, defendendo maior proteção para estes profissionais.
Apesar da condenação, a decisão ainda não é definitiva e o arguido aguarda em liberdade.
