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A violência contra idosos tem-se tornado numa realidade cada vez maior, com os números a continuarem a aumentar. Só ano passado, mais de quatro mil pessoas com mais de 64 anos apresentaram queixa.
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São números que preocupam, sobretudo porque a tendência é de crescimento. No ano passado, 4.049 pessoas com mais de 64 anos apresentaram queixa por violência doméstica.
Estes dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) permitem perceber que a violência doméstica em pessoas idosas é diferente, por exemplo, da violência entre casais.
Em mais de metade dos casos de violência doméstica registados no RASI, a relação entre quem faz a denuncia e a vítima é conjugal. Já no caso dos idosos, maior parte das vezes, a violência acontece dentro de casa e às mãos de familiares próximos. Por norma, o agressor é um filho, um neto ou um cuidador.
No que diz respeito à violência em idosos, a APAV diz que as vítimas são sobretudo mulheres entre os 65 e os 74 anos e em mais de um terço das situações, os agressores são os próprios filhos.
Quanto a dados, só de janeiro a agosto de 2025, mais de 1500 vítimas foram apoiadas pela APAV. Destas foram registados mais de 2.800 crimes e formas de violência. A maior parte violência doméstica, mas ainda furto, burla ou ameaça.
O envelhecimento da população portuguesa torna este problema cada vez mais urgente. O Parlamento já recomendou o reforço de medidas de prevenção e apoio às vitimas, mas as autoridades admitem que ainda há um longo caminho pela frente.
