Começaram, esta quarta-feira, a ser julgados os três militares da Marinha acusados de violação de segredo do Estado por, alegadamente, terem divulgado informação confidencial sobre o navio Mondego.
JOÃO HOMEM GOUVEIA
A presença de um juiz militar no coletivo de juízes sem formação em Direito, e ainda de farda durante a sessão, gerou contestação por parte dos advogados de defesa.
Queriam o afastamento do capitão de mar e guerra, mas o pedido foi negado.
O caso remonta a março de 2023. Treze militares da Marinha recusaram-se a cumprir uma missão a bordo do navio da República Portuguesa Mondego.
Em causa estavam problemas de segurança, más condições e várias avarias.
Marinha abriu processos disciplinares
Dos treze militares, três estão agora acusados de violação de segredo de Estado, por alegadamente terem divulgado informação confidencial sobre o navio.
Na altura, a Marinha abriu processos disciplinares e aplicou sanções.
Foram, mais tarde, anuladas pelo Tribunal Supremo Administrativo, que identificou falhas e irregularidades no processo.
Há cerca de um mês, a Marinha reabriu os processos e está agora a reavaliar todo o caso de forma a corrigir os erros apontados pelos tribunais.
