Cultura

Festival Wool celebra 15 anos com programação multidisciplinar focada na comunidade da Covilhã


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A Mistaker Maker, Plataforma de Intervenção Artística apresentou, na Covilhã, o programa do Wool, Covilhã Arte Urbana, que regressa de 11 a 21 de junho, com reforço da participação da comunidade.

Conferência de imprensa de apresentação da programação completa da edição 2026

Redes sociais/ Wool

Considerado como o primeiro festival dedicado à arte urbana em Portugal, cumprindo nesta 13.ª edição 15 anos de atividade, apresenta uma programação multidisciplinar que “é exemplo de transformação do território e da comunidade através da arte e da cultura, dando continuidade à sua missão fundacional de descentralização cultural, de inclusão e coesão social e territorial”.

De “uma ideia utópica” a “uma realidade consolidada”. É deste modo que Lara Seixo Rodrigues, da Mistaker Maker, descreve a evolução do festival que, em 2026, assume como mote “Combater o medo e criar esperança”.

A arte e a cultura são usadas como “ferramentas de transformação incríveis”, sendo os artistas convidados a deixarem-se imbuir da cultura e identidade local”.

Arte que envolve a comunidade

A comunidade continua a ser o elemento central do certame. “O envolvimento com a comunidade, de prestar homenagem ao território e tornar acessível a todos, num ato claro de democratização”, porque “o Wool pretende afirmar-se como um projeto e manifesto artístico coletivo, que promove territórios de esperança, mais inclusivos, mais coesos, mais sustentáveis e com mais amor”

O programa divide-se em 15 blocos temáticos, mas destaca-se o núcleo central, dedicado à arte urbana, que prevê realizar quatro pinturas murais, uma delas de grande dimensão, que será feita por Ben Johnston, da África do Sul, mas ainda 10 painéis de azulejo integrados no centro histórico e duas instalações artísticas, uma de grande escala e outra de média dimensão. Estas atividades prevalecem no tempo e constituem o Roteiro de Arte Urbana Wool, que é uma das marcas da cidade.

Ainda em maio, antes do festival, será apresentado o primeiro trabalho desta edição, fruto do coletivo canadiano Nasarimba, no âmbito de um programa financiado pelo Calgary Arts Development, do Canadá, e se integra numa tour europeia com paragens em Berlim, Milão e Covilhã.

O programa conta com música, literatura, ações artísticas comunitárias, exposições, cinema, ações de capacitação, um quizz, conversas, uma corrida e um almoço comunitário, visitas guiadas e um podcast, atividades que pretendem “voltar a projetar a Covilhã no país e no mundo”.

O envolvimento da comunidade ganha destaque em três momentos, nomeadamente:

  • a ação artística participativa “A nossa casa”, que desafia a população a contribuir para a criação de uma peça têxtil coletiva de grande dimensão
  • a “Marcha pela esperança”, que envolve alunos do concelho
  • o “Wool Circular”, focado na reutilização de materiais e sustentabilidade

O centenário do Orfeão da Covilhã também terá lugar na programação do Wool.

Regina Gouveia, vereadora da Cultura na Câmara Municipal da Covilhã, destaca a identificação da comunidade com este projeto que é muito mais que um festival. “O Wool tem uma relevância inquestionável em termos culturais, artísticos e sociais”.

“Tem feito um caminho que é admirável. Sempre atento àquilo que pode incorporar para que haja mais identificação da comunidade e mais participação”, destacou a vereadora

A vice-presidente do Turismo do Centro, Anabela Freitas, sublinhou que mais importante que a vertente turística é tudo o que este festival deixa no território. “O mais importante é o projeto cultural, mas sobretudo o trabalho com a comunidade e o sentido de pertença”.

O programa é vasto e intenso, contando com a participação de vários artistas de vários países que, no conjunto, completam esta oferta cultural que pode ser consultada na página oficial do Wool.



SIC Noticias

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