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O antigo produtor de Hollywood enfrenta o terceiro julgamento por alegada violação, centrado nas acusações de Jessica Mann. O segundo julgamento foi anulado após o júri não ter chegado a consenso, tendo sido anteriormente condenado por outros crimes sexuais.
JASON SZENES
O antigo produtor de Hollywood americano Harvey Weinstein sentou-se terça-feira novamente no banco dos réus, no âmbito de um novo julgamento, o terceiro, contra si por alegada violação, depois de um tribunal ter declarado nulo o segundo julgamento.
O seu segundo julgamento anulou a condenação que lhe foi alicada, de 23 anos de prisão no primeiro, por irregularidades no processo.
Agora, o terceiro julgamento gira em torno das acusações de Jessica Mann, uma ex-aspirante a atriz que acusou Weinstein de a ter violado num hotel no centro de Manhattan, em 2013.
O ex-produtor foi condenado em 2020 por violação em terceiro grau e absolvido dos crimes mais graves, incluindo agressão sexual com fins predatórios, que implicava uma pena de prisão perpétua.
No entanto, um tribunal de recurso de Nova Iorque anulou esta condenação quatro anos mais tarde, após concluir que o tribunal de primeira instância, que tratou desse primeiro julgamento contra Weinstein, “admitiu erroneamente” os testemunhos de mulheres vítimas de uma série de abusos que não faziam parte do caso em questão.
Acusações apontam para padrão de abuso sexual
Os procuradores do caso tentaram demonstrar, com o testemunho de outras mulheres, que o famoso produtor de cinema apresentava um padrão de abuso sexual.
O julgamento contra Weinstein após a anulação – o segundo – chegou, de facto, a realizar-se em junho de 2025, embora o juiz estadual de Nova Iorque, Curtis Farber, tenha sido obrigado a declarar a sua nulidade depois de o júri não ter chegado a um consenso no caso de Mann, segundo a cadeia NBC News.
Nesse processo, o júri declarou-o então culpado de um crime sexual em primeiro grau após acusações de uma ex-assistente, Miriam Haley, que o acusou de a obrigar a praticar sexo oral em 2006.
O ex-produtor, não obstante, foi declarado não culpado de uma alegada agressão sexual contra a modelo Kaja Sokola em 2002; permanecia pendente a acusação no caso de Mann.
O escândalo de Weinstein, com mais de 80 mulheres a denunciarem casos contra ele, originou o movimento #MeToo (‘Eu Também’, em espanhol) com o qual centenas de mulheres denunciaram ter sofrido episódios de abuso sexual.
