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Hegseth elimina obrigatoriedade da vacina contra a gripe no Exército dos EUA


EUA

O secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, anunciou terça-feira que assinou uma ordem para eliminar o requisito de vacinação contra a gripe no Exército, por considerar que tal carece de “racionalidade” e nega as “convicções religiosas” das pessoas.

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos

Rebecca Blackwell

“Sob o desastroso governo Biden, o Pentágono promoveu uma guerra implacável contra os nossos soldados em muitas frentes, incluindo a negação da sua autonomia médica básica e a liberdade de expressar as suas convicções religiosas”, afirmou em vídeo difundido nas redes sociais.

Hegseth disse que “a ideia de a vacina contra a gripe ser obrigatória para todos os membros do serviço militar em todas as partes, em todas as circunstâncias e em todo o momento é demasiado geral e carece de racionalidade”.

Como acentuou: “Se você, soldado (norte-)americano encarregado de defender esta nação, acredita que a vacina lhe é útil, então é livre de a tomar. Não deveria, mas não o obrigaremos, porque o seu corpo, a sua fé e as suas convicções são inegociáveis no que respeita à sua saúde”.

Isto ocorre depois de o Departamento de Saúde ter publicado em janeiro uma atualização do calendário de vacinação para a infância que inclui uma redução das recomendações sobre o rotavírus, o meningococo e a gripe.

O governo Trump tomou várias medidas contra as vacinas, como a retirada da recomendação da relativa à covid-19 para crianças sãs e grávidas, bem como a referente à hepatite B aos recém-nascidos no país, em vigor desde 1991.

Tudo isto ocorre depois de o secretário da Saúde, Robert F. Kennedy Jr. – que questionou reiteradamente a eficácia das vacinas – ter despedido 17 técnicos da comissão de vacinação dos Centros para o Controlo e a Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em Inglês), por um alegado “conflito de interesses” e substituí-los por defensores das posições Trump.

Nove ex-dirigentes dos CDC denunciaram em setembro de 2025 que Kennedy Jr. estava a colocar “em perigo” a saúde de todos os (norte-)americanos por dar prioridade às suas posições anti-científicas e anti-vacinas depois da demissão da sua diretora, Susan Monarez.



SIC Noticias

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