O ministro da Presidência garante que a aplicação de Inteligência Artificial contratada para agregar notícias não vai ser utilizada para vigiar jornalistas. António Leitão Amaro diz ainda que a utilização vai respeitar as regras de proteção de dados e de propriedade intelectual.
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A garantia foi deixada durante uma audição no Parlamento, onde o ministro foi questionado sobre a contratualização de uma ferramenta de inteligência artificial que monitoriza os media e que permite classificar jornalistas em função do impacto das publicações.
“Enquanto estiver no Governo, seja com a ferramenta NewsWhip, seja com uma legião de assessores, seja com o que se quiser, não é uma prática aceitável. Objetivo da ferramenta não é (…) nenhum Big Brother nem nenhuma versão de nenhum instrumento de controlo.”
O Governo rejeita que tenha sido contratado um serviço para catalogar e fazer rankings de jornalistas. Diz que o que faz é leitura digital do que está a ser o debate público com base em dados públicos.
O diretor-geral da Visapress, a entidade que faz a gestão coletiva dos direitos de autor, diz que a aplicação que agrega notícias não está licenciada. O ministro garante que as regras serão cumpridas.
“O contrato, como saberão, tem regras que obrigam ao respeito das regras de proteção de dados (…) e à proteção de propriedade intelectual.”
A Newswhip é utilizada por vários meios de comunicação como a Associated Press, e já chegou e ser usada pelo jornal Público. Também a Comissão Europeia e a Organização das Nações Unidas já contrataram a ferramenta digital.
