A agricultura portuguesa produz, mas nem sempre captura o valor que cria. Grande parte escapa na fase seguinte: quando outros transformam, embalam, diferenciam e vendem melhor aquilo que saiu do nosso território em bruto. Talvez um dos erros mais persistentes da agricultura portuguesa esteja aqui: continuamos demasiado focados em produzir matéria-prima, quando o verdadeiro poder económico está, muitas vezes, um passo à frente, na transformação, na embalagem, na marca e na capacidade de reter valor no território. O problema não…
