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Raheem Sterling, que passou por alguns dos maiores clubes da Premier League, alinha atualmente no Feyenoord mas parece ter deixado de fazer parte das contas do treinador Robin van Persie até ao final da temporada.
Stefan Koops / EYE4IMAGES / NurPhoto
A ausência do internacional inglês no dérbi frente ao NEC Nijmegen, que terminou empatado a uma bola, não passou despercebida e está a levantar dúvidas nos Países Baixos. O avançado de 31 anos começou o encontro no banco da equipa de Roterdão, numa decisão que contrasta com o seu estatuto e passado recente.
Oficialmente, Robin van Persie justificou a opção com limitações físicas do jogador. No entanto, a versão não convence totalmente a imprensa neerlandesa, que aponta para uma escolha técnica deliberada.
Duramente criticado
Segundo o jornalista Mikos Gouka, do Algemeen Dagblad, a titularidade foi entregue a Tobias van den Elshout por razões claras: maior frescura física e rigor tático.
As críticas tornam-se mais duras noutros espaços mediáticos. O portal NOS traça um cenário pouco animador para Raheem Sterling, deixando no ar que o internacional inglês já terá ultrapassado o pico da carreira.
A incapacidade para acompanhar o ritmo competitivo atual é apontada como fator determinante para a sua exclusão do onze inicial, sobretudo em jogos em que o resultado é prioritário.
Raheem Sterling apresentado no Feyenoord em 2025
Site Feyenoord Rotterdam
“Metade de um jogador”
Também o antigo internacional dinamarquês Kenneth Pérez segue essa linha de pensamento. Na sua análise, o estilo de jogo adotado pelo Feyenoord exige atributos físicos e disciplina tática que Sterling já não oferece.
Vai mais longe: considera que o avançado nem sequer entra nas primeiras opções do plantel, destacando dificuldades evidentes em duelos e na intensidade de jogo.
As opiniões não ficam por aqui. No podcast NOS Football, o comentador Arman Avsaroglu descreveu a situação de forma contundente, afirmando que Van Persie dispõe apenas de “metade de um jogador”.
Apesar do peso simbólico da decisão, Avsaroglu considera-a inevitável. Com o final da época a aproximar-se e um plantel fustigado por lesões, Van Persie parece não ver em Sterling uma solução viável.
Do céu ao inferno em apenas seis anos
O contraste com o passado recente é inevitável. Há cerca de seis anos, Sterling era avaliado em 160 milhões de euros e figurava entre os extremos mais cobiçados do futebol mundial.
Raheem Sterling ao serviço do Manchester City em 2021
Marc Atkins
Passou por clubes como o Liverpool, o Manchester City e o Chelsea, além de somar 82 internacionalizações e 20 golos pela seleção inglesa, números que contrastam com um presente marcado por dúvidas e contestação.
