EXPLICADOR
Na segunda ronda de negociações para pôr fim ao conflito no Médio Oriente, o bloqueio do Estreito de Ormuz está no centro do debate. O que ficar decidido sobre a rota pode definir o futuro da economia em todo mundo.

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Desde o bloqueio de Teerão a petroleiros e navios-tanque que atravessam o estreito, os preços de energia dispararam.
Atualmente o plano do Irão é manter o controlo sobre a região, e cobrar um dólar de taxa por barril de petróleo que atravesse o canal. Parece pouco, mas cada petroleiro carrega 2 milhões de barris, ou seja, cada navio terá que pagar dois milhões de dólares.
A ideia opõe-se diretamente à Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que garante a passagem sem impedimentos em mais de 100 estreitos ao redor do mundo, incluindo o de Ormuz.
Existe também a questão das sanções, com o Irão a enfrentar diversas represálias impostas por países como os Estados Unidos e o Reino Unido, o que impediria qualquer grande empresa de transporte marítimo ocidental de fazer pagamentos à Guarda Revolucionária.
Segundo analistas, adicionar um dólar ao custo de cada barril de petróleo bruto que passa pelo estreito, pode impactar em 7 mil milhões de dólares por ano o mercado.
O preço do petróleo Brent, que passou de 70 para 110 dólares por barril em apenas um mês, pode disparar, ainda mais, e chegar a 150 dólares.
Isto acontece porque é provável que as empresas de navegação cobrem taxas mais altas para utilizar navios-tanque numa rota arriscada.
As seguradoras tendem a aumentar os prémios e os marinheiros têm direito a receber mais por trabalharem em uma área considerada perigosa.
